Showing posts with label Cinema. Show all posts
Showing posts with label Cinema. Show all posts

Cinema e Mulheres #1 - Ciclo de Cinema

, 6 janeiro 21h30 entrada livre

O mês de Janeiro na Casa Viva será pontuado por uma série de actividades. Entre elas, um ciclo de cinema sobre mulheres em que poderemos nos reencontrar com Virginia Woolf, Louise Michel, Hannah Arendt, mas também com Mrs Dalloway, Louise (aka Jean-Pierre) e Michel (aka Cathy), ou heroínas de contos infantis.

"As Horas" (2002), de Stephen Daldry, 1h50, drama, inglês com legendas em português. Uma longa metragem anglo-americana com base no livro homónimo de Michael Cunningham, constituindo uma homenagem ao livro de Virginia Woolf, cujo título inicial era precisamente «as horas», mas que ficou para a história da literatura como "Mrs Dalloway".


Em 1941 Virginia Woolf sai de casa, enche os bolsos de pedras e entra no rio. Assim é introduzida a história orquestrada em três tempos, três espaços e três mulheres vinculadas a um livro. Em 1923, Virginia Woolf, em Inglaterra, escreve "Mrs. Dalloway". Nos anos 50, Laura Brown, em Los Angeles, lê "Mrs Dalloway". No final do século XX, em Nova Iorque, Clarissa Vaughn, tal como Mrs Dalloway, sai de casa para comprar flores.


PRÓXIMAS SESSÕES

13/01- LOUISE MICHEL
20/01- HANNAH ARENDT
27/01- BRANCA DE NEVE + FABULÁRIO (curta-metragem)

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

ciclo de cinema italiano #4

, 30 dezembro 21h30 entrada livre
















Uma série de pequenos documentários da autoria de Vittorio De Seta, produzidos entre 1954 e 1959, que pretendiam retratar o modo de vida de algumas comunidades locais, focando essencialmente o dia-a-dia de muitos trabalhadores Siciliano, dos pescadores aos mineiros, passando inevitavelmente pela dureza da ruralidade e da vida do campo. Notável capacidade de narração, melodias calmas e cores fortes.

Vinni lu tempu de li pisci spata [11“] 
(O tempo do peixe espada)
Isole di fuoco [11“] (Ilhas de fogo)
Sulfarara [10“]
Pasqua in Sicilia [11“] (Páscoa na Sicília)
Contadini del mare [10“] (Agricultores do mar)
Parabola d'oro [10“]  (Parábola de ouro)
Pescherecci [11“] (Vasos)
Pastori di Orgosolo [11“] (Pastores de Orgosolo)
Un giorno in Barbagia [14“]
  (Um dia em Barbagia)
I dimenticati [20“]
  (Os esquecidos)

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

ciclo de cinema italiano #3

, 23 dezezembro 21h30 entrada livre














Stromboli, de Roberto Rossellini [1h35]
Uma obra de ficção com nuances documentais. Uma cidadã lituana, que escapa de um campo de internamento, casa com um pescador prisioneiro de guerra italiano e resolvem mudar-se para Stromboli, a sua ilha natal. Acontece que lá as pessoas são preconceituosas, conservadoras e antiquadas, o que lhes vai dificultar a vida naquela ilha. O filme conta ainda com segmentos documentais sobre a pesca e uma evacuação da vila após a erupção do vulcão. Realizado com a participação dos habitantes da ilha de Stromboli, característica do cinema neorrealista Italiano da época.

O Ciclo de Cinema Italiano termina na próxima 2ª feira, dia 30, com uma série de pequenos documentários de Vittorio De Seta

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

ciclo de cinema italiano #2

2ª, 16 dezembro 21h30 entrada livre

















O ladrão de bicicletas, de Vittorio de Sica [1h33]
Na deprimida Itália do pós II guerra mundial, um homem luta pela sobrevivência conseguindo um trabalho para o qual precisa de uma bicicleta. Sendo-lhe roubada um dia, começa uma demanda pela sua recuperação...

O ciclo de cinema italiano continua nas segundas-feiras de dezembro:
 
dia 23 - Stromboli de Roberto Rossellini
dia 30 - Série de pequenos documentários de Vittorio De Seta

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

ciclo de cinema italiano #1

2ª, 9 dezembro 21h30 entrada livre



















La Terra Trema, de Luchino Visconti [2h30]
Uma família pobre de pescadores sicilianos tenta escapar do domínio do patronato, fazendo-se à vida como pode, tornando-se independente. Pela frente, um chorrilho de adversidades se avizinha...

O ciclo de cinema italiano continua nas segundas-feiras de dezembro:
dia 16 - O ladrão de bicicletas de Vittorio de Sica
dia 23 - Stromboli de Roberto Rossellini
dia 30 - Série de pequenos documentários de Vittorio De Seta

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

BIKE FEST

6ª e Sábado, 29 e 30 novembro entrada livre

CASAVIVA BIKE FEST é uma festa organizada pela Cicloficina do Porto à volta de tudo o que tem a ver com biclas!

O horário das actividades destes dias encontra-se mais abaixo.

A festa benefit deste ano tem o objectivo de conseguir reunir alguns fundos que permitam a compra de materiais e ferramentas que permitam o reínicio da Cicloficina do Porto, bem como fazer com que cada vez mais pessoas saibam da sua existência e se sintam com vontade de participar.
 

A festa começará logo na sexta-feira (dia 29) depois da Massa Crítica com um jantar vegetariano, conversa sobre mobilidade urbana com o Ricardo Cruz e projecção de filmes. Será ainda feito o sorteio que definirá o percurso do Alleycat!
 
No sábado, dia 30, a festa começará às 15h com um workshop/aula/convívio especialmente orientado para adultos que não saibam andar de bicicleta, será assim uma oportunidade para finalmente se equilibrarem nas duas rodas. Ao mesmo tempo irá estar disponivel o material da cicloficina para quem necessitar. Mais tarde, às 17h começará na Praça do Marquês o Alleycat! Corrida sem regras pela cidade, apenas com passagem obrigatória por 4 checkpoints com ordem aleatória. Às 19h00 haverá música com a apresentação do projecto "O Gringo Sou Eu" e eventualmente mais uma banda a confirmar, seguido de jantar vegano com contribuição livre e depois começa a festa no resto da casa... Quem lá esteve no ano passado já sabe que pode contar com bike games, filmes, tombola, "Brain Machine", BungeeBike, TallBike, corridas loucas de bicla pela casa, saltos em rampas DIY, e tudo o que nos lembrarmos na altura!

Entrada livre

HORÁRIO

Dia 29

Após Massa Crítica - Testemunhos de um ciclista anónimo - experiências urbanas e transurbanas, por Ricardo Cruz (www.biclanoporto.org) 
21.30- Jantar e Filmes

Dia 30

15h- Aula para adultos que não saibam andar de bicicleta + cicloficina
17h- Alleycat
19h- Concertos: O Gringo Sou Eu - http://www.youtube.com/watch?v=BNeI7ibm72U 
21h- Jantar vegano, projecção de vídeos.
22h- Música e jogos com bicicletas 

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Que Abundância? Que Terra? Que Futuro?

5ª, 14 novembro 21h30 entrada livre

Entre utopia e distopia, o Mundo continua perseguindo a Terra Prometida. Genericamente, trata-se de uma terra de Abundância, só que a questão da Abundância tem vindo a sofrer alterações pelo percurso histórico, científico, económico e político da nossa humanidade. Enfim, a Abundância não tem os mesmos contornos, nem a mesma definição, nem é da mesma natureza para todas as pessoas. Assim, na Casa Viva vamos questionar e repensar a «Abundância».


Esta quinta-feira 14/11/13 às 21:30 vamos abordar este tema e muito mais com o filme datado de 2012 do realizador Gus Van Sant, intitulado Promised Land (Terra Prometida).

Promised Land, de Gus Van Sant [106']  
Drama 2012
Inglês, leg. em Português 

A história é a seguinte: dois mediadores de uma grande empresa de exploração de gás chegam a uma vila, assolada pela crise económica e laboral, para estabelecer contratos com os proprietários das terras para exploração do gás de xisto, aliciando-os com lucros prometedores. A chegada de um activista ambientalista vem dar outro rumo à proposta dos mediadores.

Em Portugal, na miragem de uma espécie de terra de abundância, vislumbrando aquilo que chamam a «independência energética», a prospecção de gás de xisto foi «autorizada pelo Governo na região do Oeste, a realizar pela Empresa Mohave Oil & Gas em acordo com a Galp Energia»[1] Em Fevereiro de 2013, a Direcção Geral de Energia e Geologia concedeu a exploração do gás natural em Portugal até 2021 à Oracle[2]. Entretanto, à semelhança do que tem vindo a acontecer noutros países europeus, a 11/10/13 um projecto de lei aplica uma moratória à exploração de gás de xisto. Isto deixa-nos com muitas perguntas e dúvidas...Que Abundância? Que Terra? Que Energia? Que Futuro?

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

B de Berdette

4ª, 6 novembro 20h00 entrada livre




















A história de Guy Fawkes revista e comentada por entre dentadas da melhor pizza vegan que já comeste. Se a tua cena é explodir parlamentos, então não faltes... Traz cogumelos.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Noite de Halloween

Quinta-Feira, 31 de Outubro de 2013

21:30 - O que é o Halloween? (conversa/discussão)
22:30 - Curta - Metragem: The murder of the Self Ego Monsters
23:00 - Filme: The Conjuring
00:30 - Filme: Chuky (2013)

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Ciclo de Cinema Jean Rouch

, 28 outubro 21h30 entrada livre

Les magiciens du Wanzerbé 
Jean Rouch | 33' França 1949















No coração da região dos Songhay, no Níger, encontra-se Wanzerbé, aldeia dos feiticeiros Sohantyé, que preparam poções mágicas e lêem o futuro na areia e nas conchas. A vida decorre de acordo com as tarefas das mulheres e as brincadeiras das crianças. No mercado semanal, trocam-se barras de sal dos Tuaregues, cerâmica, alimentos e manadas de bois.

Jean Rouch (Paris 31.05.1917, Niger 18.02.2004), realizador e etnólogo francês, é um dos representantes e teóricos do cinema directo. Explora o documentário puro e a docuficção, criando um subgénero: a etnoficção.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Ciclo de cinema Jean Rouch

2ª, 21 outubro 21h30 entrada livre 














Moro Naba, de Jean Rouch [28']  
Documentário 1958 
Francês, leg. em Português

Funeral de Moro Naba, líder tradicional do povo Mossi do Alto Volta *, e processo de eleição de seu sucessor.
 
Jean Rouch (Paris 31.05.1917, Niger 18.02.2004), realizador e etnólogo francês, é um dos representantes e teóricos do cinema directo. Explora o documentário puro e a docuficção, criando um subgénero: a etnoficção.

* Alto Volta - antiga colónia francesa (1919), alcança a independência em 5 de Agosto de 1960. Em 1984 muda o nome para Burquina Faso. Situa-se no curso superior do rio Volta, África ocidental. Em Dioula, uma das principais línguas nativas, Burquina significa "homens íntegros" e Faso "pátria".

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Rendimento Básico, um impulso cultural

6ª, 18 outubro 21h00 entrada livre
Exibição do filme Rendimento Básico, um impulso cultural e debate.













Há alguns séculos atrás uns tantos utópicos começaram a pensar que a escravatura não era uma coisa muito normal, que os escravos eram afinal pessoas e a escravatura devia ser abolida...

Há não muitos anos atrás outros utópicos começaram a pensar que as mulheres deviam ter os mesmos direitos que os homens e eram cidadãs.

Hoje outros utópicos estão a pensar num novo passo no caminho da liberdade e da justiça, que todas as pessoas devem ter direito a um rendimento básico, incondicional, universal à nascença e estão a lutar por isso.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

sessão sobre políticas migratórias

5ª, 17 outubro 21h30 entrada livre

Eu migro
Tu migras
Ele migra
Ela migra
Nós migramos
Vós migrais

Eles fazem as políticas migratórias
dos muros,
dos fossos,
dos arames farpados, electrificados,
das barreiras electrónicas...

Eu estou em trânsito, tu estás...
...na CasaViva, para a projecção de As Vinhas da Ira (1940) de John Ford, baseado no livro de John Steinbeck, e para debater as políticas migratórias com um piscar de olhos para aqueles que nos mandam emigrar e aqueles que querem imigrar.


 















A sessão é animada por Eduardo Romero, membro da Associação Cambalache e do seu Grupo de Imigração. É autor de vários livros publicados por Cambalache: Quién invade a quién. Del colonialismo al II Plan África (2011), Un deseo apasionado de trabajo más barato y servicial. Migraciones, fronteras y capitalismo (2010), A la vuelta de la esquina. Relatos de racismo y represión (2008) e Quién invade a quién. El Plan África y la inmigración (2007, 2ª ed.). Também é co-autor do livro colectivo intitulado Qué hacemos con las fronteras (Akal, 2013) e colaborou nas seguintes obras Frontera Sur (Virus, 2008) e Si vis pacem. Repensar el antimilitarismo en la época de la guerra permanente (Bardo Ediciones, 2011).

Livros copyleft: www.localcambalache.org

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Ciclo de cinema Jean Rouch

, 14 outubro 21h30 entrada livre






















A Pirâmide Humana, de Jean Rouch [90']
Documentário 1961 
Francês, leg. em Português 

A chegada de uma nova aluna, Nadine, é o ponto de partida de uma análise das relações interraciais numa escola de Abidjan.

Jean Rouch (Paris 31.05.1917, Niger 18.02.2004), realizador e etnólogo francês, é um dos representantes e teóricos do cinema directo. Explora o documentário puro e a docuficção, criando um subgénero: a etnoficção.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

5 Broken Cameras

, 9 outubro 21h30 entrada livre






















5 Broken Cameras, de Emad Burnat, Guy Davidi
Em Hebreu, Árabe. Leg. Português e Inglês. 94 min.

A facilidade dos registos fotográficos e as novas tecnologias fazem parte do arsenal resistente do povo palestino e, já que o grande tema da Semana Palestina é a resistência, optou-se por projectar um filme documentário que mostra isso mesmo, a resistência.

5 Broken Cameras é filmado em Bil’in, uma povoação no West Bank (Cisjordânia) que está asfixiada por colonatos israelitas, e coloca-nos em contacto com a realidade e a resistência não violenta do dia a dia na região. 

Filmado pelo camponês palestiniano Emad Burnat, é estruturado em capítulos directamente relacionados com as câmaras de Burnat que no processo de produção deste documentário foram destruídas. A primeira com o objectivo claro de filmar o nascimento do seu filho e que serve depois para muito mais do que isso. Segue a vida de uma família ao longo de cinco anos de convulsão social da povoação.

Observação por detrás das lentes do derrube de oliveiras com o recurso a escavadoras, a intensificação dos protestos e a perda de vidas neste diário cinematográfico incontornável.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Semana Palestina

2ª a sábado, 7 a 12 outubro entrada livre



Este Outono chuvoso traz a Palestina ao Porto para uma sinestesia intensa onde as imagens trazem outras imagens, as cores outras cores, os sabores outros sabores e as palavras uma multidão de palavras. Se os augúrios administrativos se juntarem à festa, o Istanbouli Theater trará sonoridades árabes com outras histórias e outro mundo para descobrir. Basta bater à porta!

Ornaização: Grupo Acção Palestina

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Os Inconformados

sábado, 28 setembro 22h30 entrada livre






















Um filme de Inês Santos Moura e Teresa Silva

Um grupo de jovens amigos, inconformados com o sistema vigente, rompe com as normas e escolhe resistir quando sente a sua liberdade ameaçada...

Curta-metragem (11 minutos) com alguns planos concretizados na CasaViva. Estreou em Julho último, no 21º Festival Internacional de Curtas de Vila de Conde.

Trailer: vimeo.com/69506317
 

Mais info: www.facebook.com/filmeosinconformados

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

matiné de domingo

1 setembro 17h30 entrada livre

O meu Tio, de Jacques Tati
França, 1958 [117']













No filme O Meu Tio (Mon Oncle), o produtor e director Jacques Tati faz uma crítica satírica à modernidade artificial do pós-guerra, pondo em contraste o quotidiano de Monsieur Hulot, um homem simples e desajeitado, que vive numa casa desarrumada e antiga, e o ambiente ordenado e moderno da sua irmã, casada com um homem rico. De um lado, a vida moderna urbana, recriada em ambientes de formas geométricas perfeitas, de tonalidade clara, em geral branca, exageradamente limpos, frios e vazios; e de outro, a vida tradicional sob maior mistura de tons e cores, formas variadas, com ambientes realistas, naturalmente sujos, poéticos e aconchegantes.

Monsieur Hulot vive uma série de peripécias que ridicularizam a febre modernista do final dos anos 50, e, com seu jeito simples e ingénuo, ganha a simpatia do seu sobrinho Gerárd.

Com um humor peculiar, Tati brinca com a percepção do espectador, expondo a falta de comunicação existente no mundo moderno, através, por exemplo, do ruído exagerado da fonte do jardim da casa moderna, accionada apenas na presença de visitantes ilustres, atingindo o absurdo na conversa entre a Sra. Arpel e o marido, sob o barulho de electromésticos e máquina de barbear.

A incomunicabilidade na casa onde "tudo se comunica" é ainda apresentada na relação de Gérard com seus pais, a cujos olhos não passa de um miúdo rebelde, que pouco liga, por exemplo, a um comboio que o pai lhe deu, para, em seguida, se maravilhar com um apito ou um boneco de papel oferecidos pelo tio Hulot.

Obediente, de comportamente tido como exemplar, o pequeno cão da família parece representar o próprio filho dos Arpel, contrastando com as travessuras de Gérard, que se une a um bando de miúdos de rua que não seguem regras.

Depois do filme há jantar vegetariano, traz matéria prima e apetite.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

filme sobre jogos de poder anuncia livro do mês

Os livros também têm vida e vontade própria e de vez quando, lá pela Biblioteca da CasaViva, há um que com mais vontade salta de uma das prateleiras. Este mês, junho 2013, saltou "O Ministro da Felicidade Memórias de um Revolucionário Arrependido", de José Luís Félix.


O Ministro da Felicidade é uma comédia hilariante que põe a rídiculo os "revolucionários" reformados e arrependidos que enxameiam o nosso universo lusitano. É uma paródia aos petulantes engravatados que engordam à conta da democracia e se alinham na costumeira romaria nacional do "voto popular".

É assim que se apresenta o pŕoprio livro na contracapa e prefácio. É a história na primeira pessoa de um personagem (ex)revolucionário que, agora ministro, se vai lembrando dos tempos da revolução e do PREC enquanto se encaminha, com a mulher e motorista, para o Palácio da Ajuda, em Lisboa, onde vai discursar. 

sábado, 15 junho 21h30 entrada livre
...iniciamos a visita a este "livro" com o filme:

 






















L’Exercise de l’État  (115')
Francês, com legendas em Português



Acordado a meio da noite para reagir face a um terrível acidente rodoviário, o mnistro dos Transportes vê-se envolvido em intrigas de gabinete e lutas de poder. De repente tudo se encadeia num mundo complexo e hostil.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

ensaio visual sobre as traseiras do porto

3ª, 21 maio 21h30 entrada livre

ÂN
GULO
MORTO
























um vídeo de Regina Guimarães
com a participação de Maio Afonso

No Porto, cidade assim chamada por uma espécie de paradoxo, as traseiras são mais ingénuas e irremediavelmente vividas do que as fachadas. Se certas ruas são ou parecem desbocadas e cheias de sangue na guelra, a verdade é que aqui impera a fachada aburguesada. Quanto mais vivacidade não existe nas traseiras, mesmo naquelas em que o sol quase permanentemente se esconde! As fachadas mais setentrionais ocultam frequentemente, pois que a um norte responde um sul na rosa-dos-ventos, traseiras quase meridionais, desalinhadas, desdentadas, quase expansivas. Lugares onde se viveu de mais e, por isso mesmo, podem ser esquecidos.

Filmado nas traseiras das casas de Adriano | Amarante Abramovici & Tiago Afonso | António Preto & João Sousa Cardoso | Carlos Guedes & Cristina Ioan | Fernando Rodrigues | Inês Barbedo Maia | Manuela Bacelar | Miguel Arcanjo | Pedro Aparício & António Capelo | Regina Guimarães & Saguenail | Rui Ferreira | Samuel Guimarães | Sérgio Marques | e também nas traseiras do Balleteatro | da Casa Viva | da oficina de Raúl Constante Pereira

imagem: Regina Guimarães, Saguenail, Tiago Afonso
montagem: Saguenail
música: Três Tristes Tigres
textos: Regina Guimarães
misturas: Rui Coelho

Hélastre 2010

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS