Showing posts with label Registos. Show all posts
Showing posts with label Registos. Show all posts

mortes sempre acidentais em operações policiais












































Acidente é o nome dos assassinatos nos bairros pobres

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

esta merda é música ou é política?

Resumo da 3ª Tertúlia Punk na CasaViva, 21 fevereiro 2013
 
Este resumo já começa deficiente, uma vez que, na hora a que cheguei, o show dos Dead Kennedys já tinha acabado. Porém, o cheirinho a comida que vinha da cozinha demonstrava as coisas boas que ainda estavam para vir! Bem, depois de concretizada a acção de encher o estômago de comida, iniciamos os trabalhos com o já tradicional aviso de que tudo seria gravado, o que pode assustar alguns, mas que, para o Punkito, não fazia qualquer diferença. Mais uma vez, o debate teve a sua voz como trilha sonora.

Nesta noite, muitas perguntas se colocavam no ar: Punk é política? A estética do punk é necessariamente política, mas tem gente que só a leva pró lado estético? Ou então: É possível fazer punk sem fazer política? Qual é a influência que o punk teve na sua formação política? E esse jeito punk de fazer música é político?

Durante cerca de uma hora e meia, um intenso debate ocorreu, algumas vezes mais organizado, por muitas caótico, mas sempre interessante. Ao contrário do que aconteceu nas outras tertúlias, desta vez não fugimos ao tema do punk, nem caímos na nostalgia que pode se esperar de quarentões saudosos (essa foi só pra provocar...). Das coisas concretas que foram ditas, destaque para as iniciativas, segundo o Alex, “verdadeiramente” punks como, por exemplo, o Festival FDP, que inegavelmente possuía um cunho político, ou então as falas do Arnaldo que giravam em torno de um desejo de não rotular demais a coisa mas, ao mesmo tempo, de admitir que havia ali dentro de nós qualquer coisa de rebelde, qualquer coisa que grita, e que ao contacto com o punk essa tal coisa poder-se-ia libertar, ganhando voz e força, transformando-se em música e atitude.

Éramos quase 20 num debate que, por vezes, ficou bem quente, com vozes exaltadas e opiniões fortes, intenso como um bom mosh. No final do debate, terminado de maneira espontânea, sem que ninguém “determinasse” o seu fim, surge a pergunta do Kikas: “E afinal? Punk é política?”. Uns disseram sim, ninguém negou, mas o que se sabe é que de uma conversa boa como esta sairemos sempre com mais perguntas do que respostas.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

(que) importa o que eu como

2ª Tertúlia Punk da CasaViva, 7 fevereiro 2013

Bom ambiente e casa composta. Pedrinho e Marroco embalaram o pessoal com os seus cânticos revolucionários. Por volta das 20h30 (?) deu-se início às hostilidades, para se responder à questão (que) importa o que eu como e para pensar na relação que as opções alimentares de cada qual têm, ou não, com o punk. Discutimos os conceitos: vegetariano, freegan, pescetarianismo... e as razões que levam as pessoas a adoptar essas mesmas dietas (saúde, sustentabilidade ambiental). O Punkito não parava de punkar.

Discutiu-se o consumo em massa e insustentável dos produtos de origem animal, as respectivas consequências na nossa saúde, o desrespeito pela vida animal e a insustentabilidade económica das criações gigantescas de animais (comida utilizada na alimentação do gado). Falou-se nas alternativas sustentáveis à produção industrial, no potencial das cidades como espaços para produzir alimentos, no mau aproveitamento agrícola do zonas periféricas e do interior. Debateu-se o êxodo urbano para o campo e estabeleceu-se um paralelo com a actual situações económica do país e com todos os efeitos nefastos do capitalismo, do monopolismo e do consumismo.O Punkito não parava de punkar. Discutiu-se os preços de certos alimentos nos mercados e como isso afecta as opções de dieta. Explicou-se a produção pecuária e agrícola adoptada pelas populações no meio rural e todos os seus benefícios. Comparou-se ainda o modo de vida no campo com o modo de vida sedentário na cidade.

Concluiu-se que é possível ter uma alimentação saudável recorrendo a dietas mais sustentáveis e não tão nocivas para o ambiente. O vegetarianismo é, sem dúvida, a dieta mais ecológica. Por outro lado, a exploração pecuária é insustentável nos moldes capitalistas actuais e isso está a ter e continuará a ter consequência na humanidade e no ambiente. É possível também adoptar métodos de exploração pecuárias e agrícolas mais sustentáveis, equitativos e tecnologicamente avançados do que os actuais.O Punkito não parava de punkar.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

DIY or DIE, opção ou onda?

1ª Tertúlia Punk da CasaViva, 24 janeiro 2013

Acabou de forma abrupta: punk. Começou à punk tuga, duas horas depois do anunciado. Correu muito bem. Participado. Quando a conversa arrancou, pelas 21h00, já a sala de entrada se enchia de gente. Terminou passava das 22h30. O que é isso de DIY or DiE? O famoso grito "Faz tu mesmo ou morre" abriu a série de tertúlias punk em que a CasaViva se aventura para pensarmos no que gira à volta da cultura punk, os seus princípios, as suas influências e as suas práticas no dia-a-dia. O Punkito estava muito chato. 

Em jeito de provocação, o tema foi lançado ao som de folk, como exemplo de DIY fora do punk: afinal quem é mais punk, o Ryan Harvey, que trata da cena dele por ele próprio, da criação à distribuição, ou os Dead Kennedys, com roadies e agências de management? Pois... Até que ponto as bandas punk fazem produções independentes, DIY, por opção ou por falta de alternativa? Se tiverem oportunidade de assinar com uma editora, não preferem? O pessoal pensa muito em ter editora. Mas que editoras assinam contratos com bandas punk? Nos anos 90, as bandas underground editadas, que correram mundo, perderam fãs. Mas todas as bandas querem ser ouvidas e dar concertos. A editora dos Rage Against the Machine é a Sony, é preciso não esquecer, falar de bandas underground e de editoras é muito complicado, o Baunilha parece zangado ao dizer isto. Já se tinham citado outras bandas e conversado bem mais do que estes apontamentos transmitem. Foi então que o moderador, pouco fascistador, fez outra pergunta: A partir de que altura deixa de ser DIY? 

Ouviu-se uma resposta pronta: DIY começou por ser uma necessidade, só passou a opção nos anos 90. Hoje é mais uma opção ideológica do que a alternativa para quem nem trocos tem, como começou por ser, em tempos hippies. E hoje há outras ferramentos, com a facilidade de fazer download do Jamendo*, para quê gastar dinheiro num cd? Por outro lado, poucas bandas se importam com a tradução das letras, sejam em que língua forem, o que mostra pouca preocupação em fazer passar alguma mensagem, a música sobrepõe-se. Um punk não pode ser sinónimo de individualismo, é a denúncia de um sistema que não está bem. Ser punk é uma onda. Punk é a atitude. A atitude é pá piça. Várias vozes ao mesmo tempo, gargalhadas. Mais de 30 presentes. Há os de género e idades variadas, entre os que estavam a nascer no início dos anos 90 e os que tinham então a idade que esses têm hoje. 

Altura de focalizar a conversa, lembrar o DIY. A propósito, falou-se de “gente escondida” que há 20 anos tinha 20 anos, num tempo em que nem se sonhava o que ia ser a internet e que a educação das causas que se iam defendendo implicavam produção da própria informação. Gente ali que afinal não estava escondida e que então fazia fanzines, o grande veículo alternativo. O DIY em pleno.

“Tosse Convulsa” foi o primeiro fanzine que o Ricardo conheceu. Uma folha A4, muito mal copiada de tão fotocopiada que já havia sido. Daí a dedicar-se à coisa não demorou e embrenhou-se, começou a recolher contactos de outras fanzines doutros sítios, a trocar informação e a espantar-se com o fluxo de flyers e outra info que lhe chegava diariamente à caixa postal. Tinha contactos em todos os cantos do mundo. Era uma cena espectacular, diz o Noé. A cena dele começou por ser a poesia, e passou a escrever, fotocopiar e vender, montava banca nos concertos punk... e continua. A propósito de fanzines podia correr-se mundo. Da música punk chegava pouco, só se falava de Sex Pistols, e mal, e de Ramones, horrível, e aparece uma revista a falar dos The Cure, espectacular. Havia lojas em que se conseguiam coisas. Mas a informação não era em bytes. “Campo de Concentração”, fotocopiado e encadernado com capa dura, acervo da biblioteca da casa, percorre mãos.

Mas afinal o que é ser punk? A dúvida existencial desestabiliza, pois então. Um dia fiz um moicano e no dia seguinte estavam a chamar-me punk, tás a ver a onda? Várias vozes aos mesmo tempo. Destaca-se a do Punkito: todos os dias nasce um punk, sem saber. Há bolos, com coberturas coloridas, e suspiros com creme de ovo. 

No tempo das fanzines os próprios concertos eram organizados DIY. E o Noé fazia um grande programa de rádio, muito bom Frágil dixit, música underground, domingo à noite. O tempo das fanzines deu um toque de nostalgia entre quem lhe guarda memórias e que fez mais novos dizer que a conversa teve um momento muito histórico :) 

Pedrinho fala da sua experiência enquanto jovem anarquista no Rio de Janeiro, participando em okupações: para mim, DIY era ocupar e construir a vida. Fala-se do DIY enquanto meio de sobrevivência, como modo de viajar e conhecer o mundo, contrariando a tendência de amigos do facebook, se bem que também seja um veículo para o conhecimento. O DIY depende de como usas. 

Por que a conversa se encadeia, de repente já se falava de punk e política e política e punk, mas o assunto foi travado por ser esse o tema de uma outra tertúlia. Foi mais ou menos então que se fechou a conversa. Conclusões? Volta Punkito, estás perdoado. Mas frescas 20% menos caras só mesmo na próxima tertúlia punk, 7 de fevereiro. 

*Jamendo - site que permite livre acesso a músicas, sob licença Creative Commons ou da Arte Livre

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

uma história fotográfica de resistência rural

a partir de 19 janeiro sempre que a casa esteja aberta

















ZAD - ZONA A DEFENDER
Mais do que uma luta contra um aeroporto...

  
A uns 20 km de Nantes, um projecto de construção de um aeroporto internacional encontra uma forte oposição, tanto localmente como através de diversas redes. Enquanto alguns tentam expandir a "metropolis" a estes campos e bosques, centenas de pessoas ainda okupam e resistem nos terrenos afectados na área que chamam de ZAD (Zone a Defendre). A propaganda eco-desenvolvimento pretende fazer-nos esquecer os interesses capitalistas e o seu controlo sobre as nossas vidas. Mas a resistência contra projectos destruidores intensifica-se por todo o mundo.

Com o início do despejo da ZAD (em outubro) e juntando-se a recente compra da ANA Aeroportos pela Vinci Corporation é uma altura ideal para nos solidarizarmos com esta luta. Uma luta contra a ordenação das nossas vidas, contra o urbanismo e a sociedade de controlo. Uma luta contra o mito do crescimento e a ilusão da participação democrática. Uma luta pela libertação de terras e uma certa autonomia frente ao sistema capitalista. 

Mais do que uma luta contra um aeroporto, é uma luta contra esse mundo que o acompanha!

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

a horta no sábado...

...foi ao Círculo Rimbaldiano 
e o  Círculo Rimbaldiano foi à horta

Foi assim este último sábado, 10 de novembro.
A partir do meio-dia, as mãos já se embrenhavam nos afazeres que o espaço do logradouro da casaviva propociona.

Chega mais alguém com vontade e é por isso hora de começar a construir o compostor. Tudo corre bem.

Quando se repara são já perto das 15h00 e, solidariamente com o objectivo de ajudar na montagem do vídeo-projector, respectiva tela e sistema de som, a horta vê-se de repente dentro do Círculo Rimbaldiano, aprendendo sobre Arthur Rimbaud. Pena que por esta altura já só esteja uma das duas pessoas que estiveram na horta, mas ainda assim foi boa esta visita.

É agora a vez do Círculo Rimbaldiano visitar a horta e dar uma preciosa ajuda na construção do compostor. E eis senão quando ficou prontinho para se usar.

Ficam aqui algumas imagens da construção do compostor.











  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

arte occupas despede-se das escadas da casaviva

até 29 fevereiro, das 16h00 às 22h00 entrada livre

Desde 11 de fevereiro. Mais info aqui.
www.virusinporto.info

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

lembrar alexis

No dia 6 de dezembro de 2008, o jovem Alexis de 15 anos de idade foi assassinado por dois polícias gregos, no bairro Exarchia, centro de Atenas. Desde então que a Grécia assiste à insurreição contra as políticas de um governo que acabou por cair nas mãos do FMI. O país está hoje bem pior do que há três anos, com o desemprego a atingir 20%. Há fome, há pais que entregam os filhos a instituições de caridade. A miséria está na rua. Há três anos a revolta era liderada pela juventude, estudantes sobretudo. A morte de Alexis foi a evidência da brutalidade policial, que não tende a abrandar.

No dia 6 de dezembro de 2011, três anos depois, várias manifestações reafirmaram que não esquecemos as consequências da existência de forças policiais nas sociedades de hoje: indivíduos desestabilizados psicologicamente por um sistema que os incita à violência ilimitada como resposta a qualquer manifestação de liberdade da população, da qual se pensam protectores às ordens dos objectivos neoliberais dos seus donos. Nesse dia, foram apanhados pela polícia de choque grega 19 pessoas (14 gregas, três alemãs, uma espanhola e uma portuguesa). Passaram duas noites encarcerados. Quatro dos cinco estrangeiros tiveram de pagar 2000€ de coima para poder esperar em liberdade o julgamento que se efectuará daqui a um ou dois anos (reavendo o dinheiro, caso compareçam) e todos os acusados tiveram de pagar 750€ de taxas judiciais.

Para ajudar a custear estas despesas, a CasaViva envolveu-se de novo com esta causa, acolhendo um benefit com concertos nos dias 13 e 14 de janeiro de 2012, excelente pretexto para recordar Alexis. E, já agora, voltar a exibir a faixa alusiva colocada na fachada da casa após a sua morte, a 20 de dezembro de 2008. Durante duas semanas, a denúncia não passou despercebida na praça do marquês de pombal, no Porto. Até que a bófia mandou tirar a faixa, alegando que “incitava à violência, cometendo o crime contra a paz pública”. O processo seguiu para o ministério público e acabou arquivado, a faixa não foi devolvida.

Então como agora, queremos deixar bem claro que não temos dúvidas de que lado estamos, solidários com os que lutam. Contra a censura continuamos a afirmar: o estado criminaliza, a imprensa aponta e a bófia dispara. Na Grécia ou em Portugal.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS