esta merda é música ou é política?
(que) importa o que eu como
2ª Tertúlia Punk da CasaViva, 7 fevereiro 2013
DIY or DIE, opção ou onda?
1ª Tertúlia Punk da CasaViva, 24 janeiro 2013
“Tosse Convulsa” foi o primeiro fanzine que o Ricardo conheceu. Uma folha A4, muito mal copiada de tão fotocopiada que já havia sido. Daí a dedicar-se à coisa não demorou e embrenhou-se, começou a recolher contactos de outras fanzines doutros sítios, a trocar informação e a espantar-se com o fluxo de flyers e outra info que lhe chegava diariamente à caixa postal. Tinha contactos em todos os cantos do mundo. Era uma cena espectacular, diz o Noé. A cena dele começou por ser a poesia, e passou a escrever, fotocopiar e vender, montava banca nos concertos punk... e continua. A propósito de fanzines podia correr-se mundo. Da música punk chegava pouco, só se falava de Sex Pistols, e mal, e de Ramones, horrível, e aparece uma revista a falar dos The Cure, espectacular. Havia lojas em que se conseguiam coisas. Mas a informação não era em bytes. “Campo de Concentração”, fotocopiado e encadernado com capa dura, acervo da biblioteca da casa, percorre mãos.
Mas afinal o que é ser punk? A dúvida existencial desestabiliza, pois então. Um dia fiz um moicano e no dia seguinte estavam a chamar-me punk, tás a ver a onda? Várias vozes aos mesmo tempo. Destaca-se a do Punkito: todos os dias nasce um punk, sem saber. Há bolos, com coberturas coloridas, e suspiros com creme de ovo.
uma história fotográfica de resistência rural
a partir de 19 janeiro sempre que a casa esteja aberta
ZAD - ZONA A DEFENDER
Mais do que uma luta contra um aeroporto...
a horta no sábado...
...foi ao Círculo Rimbaldiano
e o Círculo Rimbaldiano foi à horta
Foi assim este último sábado, 10 de novembro.
A partir do meio-dia, as mãos já se embrenhavam nos afazeres que o espaço do logradouro da casaviva propociona.
Chega mais alguém com vontade e é por isso hora de começar a construir o compostor. Tudo corre bem.
Quando se repara são já perto das 15h00 e, solidariamente com o objectivo de ajudar na montagem do vídeo-projector, respectiva tela e sistema de som, a horta vê-se de repente dentro do Círculo Rimbaldiano, aprendendo sobre Arthur Rimbaud. Pena que por esta altura já só esteja uma das duas pessoas que estiveram na horta, mas ainda assim foi boa esta visita.
É agora a vez do Círculo Rimbaldiano visitar a horta e dar uma preciosa ajuda na construção do compostor. E eis senão quando ficou prontinho para se usar.
Ficam aqui algumas imagens da construção do compostor.
arte occupas despede-se das escadas da casaviva
até 29 fevereiro, das 16h00 às 22h00 entrada livre
Desde 11 de fevereiro. Mais info aqui.
www.virusinporto.info
lembrar alexis
No dia 6 de dezembro de 2008, o jovem Alexis de 15 anos de idade foi assassinado por dois polícias gregos, no bairro Exarchia, centro de Atenas. Desde então que a Grécia assiste à insurreição contra as políticas de um governo que acabou por cair nas mãos do FMI. O país está hoje bem pior do que há três anos, com o desemprego a atingir 20%. Há fome, há pais que entregam os filhos a instituições de caridade. A miséria está na rua. Há três anos a revolta era liderada pela juventude, estudantes sobretudo. A morte de Alexis foi a evidência da brutalidade policial, que não tende a abrandar.
No dia 6 de dezembro de 2011, três anos depois, várias manifestações reafirmaram que não esquecemos as consequências da existência de forças policiais nas sociedades de hoje: indivíduos desestabilizados psicologicamente por um sistema que os incita à violência ilimitada como resposta a qualquer manifestação de liberdade da população, da qual se pensam protectores às ordens dos objectivos neoliberais dos seus donos. Nesse dia, foram apanhados pela polícia de choque grega 19 pessoas (14 gregas, três alemãs, uma espanhola e uma portuguesa). Passaram duas noites encarcerados. Quatro dos cinco estrangeiros tiveram de pagar 2000€ de coima para poder esperar em liberdade o julgamento que se efectuará daqui a um ou dois anos (reavendo o dinheiro, caso compareçam) e todos os acusados tiveram de pagar 750€ de taxas judiciais.
Para ajudar a custear estas despesas, a CasaViva envolveu-se de novo com esta causa, acolhendo um benefit com concertos nos dias 13 e 14 de janeiro de 2012, excelente pretexto para recordar Alexis. E, já agora, voltar a exibir a faixa alusiva colocada na fachada da casa após a sua morte, a 20 de dezembro de 2008. Durante duas semanas, a denúncia não passou despercebida na praça do marquês de pombal, no Porto. Até que a bófia mandou tirar a faixa, alegando que “incitava à violência, cometendo o crime contra a paz pública”. O processo seguiu para o ministério público e acabou arquivado, a faixa não foi devolvida.
Então como agora, queremos deixar bem claro que não temos dúvidas de que lado estamos, solidários com os que lutam. Contra a censura continuamos a afirmar: o estado criminaliza, a imprensa aponta e a bófia dispara. Na Grécia ou em Portugal.



















